Manifestação em Coimbra<br> contra Processo de Bolonha
O Processo de Bolonha diminuirá a qualidade das licenciaturas, dizem os estudantes
Centenas de estudantes manifestaram-se em Coimbra contra o Processo de Bolonha e a política educativa do Governo, na tarde de quinta-feira. «Propinas e Bolonha: é tudo uma vergonha», «Acção Social não existe em Portugal» e «Bolsas sim, propinas não. Este Governo não tem educação» foram algumas das palavras de ordem entoadas em coro, num percurso entre a alta – de onde os manifestantes saíram às 19h – e a baixa da cidade.
Os estudantes reivindicam licenciaturas com o tempo necessário à transmissão de conhecimentos e aquisição das competências necessárias ao exercício da profissão, bem como a equivalência no mercado de trabalho dos actuais licenciados ao segundo ciclo de estudos de Bolonha (mestrado).
Para os manifestantes, a aplicação do Processo de Bolonha diminuirá a qualidade das licenciaturas e agravará as despesas dos alunos que pretendem uma formação que lhes permita aceder ao mercado de trabalho.
O presidente da direcção-geral da Associação Académica de Coimbra, Fernando Gonçalves, acusou o executivo de José Sócrates de «desnorte completo ao nível do ensino superior», alertando que o Processo de Bolonha tornará elitistas as universidades e os politécnicos. «Centenas de estudantes tiveram de abandonar o ensino por não terem condições económicas para estudar», declarou.
O protesto culminou num concerto na Praça 8 de Maio, com a actuação dos grupos Fitacola, Portal do Reggae e Dealema e de Manuel Pires da Rocha, membro da Brigada Victor Jara.
Os estudantes reivindicam licenciaturas com o tempo necessário à transmissão de conhecimentos e aquisição das competências necessárias ao exercício da profissão, bem como a equivalência no mercado de trabalho dos actuais licenciados ao segundo ciclo de estudos de Bolonha (mestrado).
Para os manifestantes, a aplicação do Processo de Bolonha diminuirá a qualidade das licenciaturas e agravará as despesas dos alunos que pretendem uma formação que lhes permita aceder ao mercado de trabalho.
O presidente da direcção-geral da Associação Académica de Coimbra, Fernando Gonçalves, acusou o executivo de José Sócrates de «desnorte completo ao nível do ensino superior», alertando que o Processo de Bolonha tornará elitistas as universidades e os politécnicos. «Centenas de estudantes tiveram de abandonar o ensino por não terem condições económicas para estudar», declarou.
O protesto culminou num concerto na Praça 8 de Maio, com a actuação dos grupos Fitacola, Portal do Reggae e Dealema e de Manuel Pires da Rocha, membro da Brigada Victor Jara.